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Luciana, é pertencente da família Ribeiro de Oliveira bastante tradicional em Barra do Choça, e na tarde desta terça feira (03) enviou ao Blog da Barra uma escrita portando seu desabafo, para que torne público  a postura lamentável da gestão administrativa em tratar sua questão trabalhista sem o mínimo de respeito e consideração a uma profissional educadora que sempre dedicou ao município.

 

“Sou Luciana Oliveira,
professora. Graduada em geografia (UESB) Especialista em Gestão de Recursos Hídricos (UESB) Especialista em Educação Ambiental (USP), Mestre em Geografia (UFBA). Pelo meu extenso currículo vocês podem perceber a minha luta, a minha caminhada que não foi fácil. Por vários anos abri mão da minha vida, da convivência com meus filhos para me aperfeiçoar profissionalmente. Desde 1990 que iniciei meu trabalho na Prefeitura Municipal de Barra do Choca como docente. E posso afirmar que não era fácil. Comecei como docente na Zona Rural. Naquele tempo realizavamos todas as funções ( merendeira, faxineira, professora de pré a 4 série) e mesmo assim fazíamos tudo e dávamos conta do recado. E fui crescendo na carreira com muita Luta, determinação, compromisso e assiduidade. Era professora por amor e pelo salário também claro. Sempre amei minha profissão. No ano de 2017 tive a oportunidade de aposentar POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. É preciso que fique claro que era um direito que nos assistia. Afinal era um retorno dos 25 anos que tinha contribuído com A Previdência Social. E assim o fiz. Porém, para nossa Surpresa, minha e de mais 48 colegas professores atuantes e competentes, o “DONO DE BARRA DO CHOÇA ” ao chegar ao poder, nos excluiu da prefeitura como se fôssemos cachorros. Diga se de passagem que conheço cachorros que são muito melhor tratados do que nós fomos. O Senhor do poder, não nos deu a honra de fazer nem sequer uma reunião. Recebemos o comunicado via correio. E nesse comunicado veio também a quantia que iríamos receber pelos anos trabalhados.
Eu confesso que chorei muito. Não por conta do dinheiro mas pela forma que foi conduzida as decisões.
Assim, tivemos muitos direitos suprimidos. E fui a luta para conseguir o que era meu de direito. O único direito que eles afirmaram que eu tinha era os 15 dias de férias referentes a 2 anos de trabalho. Fui comunicada que teria que provar ( o óbvio) que eu estava lecionando nesse período. Rapidamente providenciei as declarações nas escolas e fui até o Setor de Administração da Prefeitura, onde as declarações foram encaminhadas ao Setor Jurídico da mesma, entreguei e depois de muito tempo retornei ao setor onde o funcionário me mostrou um parecer jurídico me afirmando que tinha sido deferido e que restava apenas o Prefeito assinar para ser pago.
Na semana seguinte fui até o gabinete onde fui informada que o documento estava com o prefeito para assinar. Mas, hoje para minha surpresa e indignação, ao chegar no gabinete fui informada que o documento havia sumido.
Ora! Não somos palhaços, não me tenha como uma sem noção Senhor PREFEITO E SUA EQUIPE… QUE POR SINAL UMA EQUIPE NA GRANDE MAIORIA SEM NENHUMA COMPETÊNCIA TÉCNICA.
Que perseguição política é essa ?
Trabalhei minha vida toda para a população e não para Gestores.
Gostaria de ao menos ser respeitada pelo serviço que prestei no município.
Sr. Prefeito , por mais que o senhor acredite, O MUNICÍPIO NÃO É SUA PROPRIEDADE.
RESPEITE O SERVIDOR!
PAGUE MEUS DIREITOS.
PARE DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA.“